Polícia aponta contradições e pede prisão de PM que matou marceneiro em São Paulo.

A Polícia Civil de São Paulo finalizou o inquérito sobre a morte do marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, e pediu a prisão preventiva do policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos, que atirou na cabeça do jovem em 4 de julho, na Estrada Turística de Parelheiros, zona sul da capital. Segundo os investigadores, o PM agiu com “caráter de vingança” ao disparar contra o marceneiro, confundido erroneamente com um assaltante, sendo apontadas contradições na versão do policial e ausência de legítima defesa.

O acusado relatou que havia sido assaltado momentos antes e que, ao ver Guilherme e um colega correndo em direção a uma moto, suspeitou que fossem os ladrões. No entanto, a investigação revelou que Guilherme saía do trabalho e corria na direção oposta, em direção a um ponto de ônibus, não possuía moto e não sabia pilotar o veículo. Além disso, imagens de câmeras de segurança mostraram que o policial permaneceu cerca de cinco minutos cercado por pessoas após o assalto, contrariando sua alegação de vulnerabilidade imediata.

A polícia considerou ilegítimo o uso da arma de fogo, pois não havia situação de risco que justificasse o disparo, e destacou que o policial conseguiu prender o outro suspeito sem necessidade de mais tiros além do que matou Guilherme. Por esses motivos, a tipificação do crime foi alterada para homicídio qualificado, em razão do uso de meio que dificultou a defesa da vítima, e a prisão preventiva do PM foi solicitada, embora ele tenha sido liberado após pagar fiança. O Ministério Público de São Paulo analisa a representação para decidir sobre o pedido judicial.

No relatório, a polícia critica a reação do PM, afirmando que ele agiu como se tivesse o direito de executar os suspeitos, o que não é legalmente aceito. Segundo o documento, “ainda que em erro quanto à pessoa, seu comportamento não se respalda pela legítima defesa, configurando dolo”. O caso gerou ampla repercussão, incluindo manifestações de familiares, autoridades e órgãos de direitos humanos, preocupados também com possíveis motivações raciais, já que a vítima era negra. O policial está afastado de suas funções enquanto o processo avança.

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