O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (8/8) que irá promover punições contra os parlamentares que participaram da obstrução e resistência à desocupação do plenário ocorridas entre os dias 5 e 7 de agosto. Em entrevista à CNN, Motta classificou os atos como “graves” e ressaltou que houve casos de agressão durante o tumulto, o que torna necessária a aplicação de sanções para preservar a autoridade da Casa e garantir o funcionamento regular do Parlamento.
Segundo o presidente, uma reunião com os integrantes da Mesa Diretora da Câmara está marcada para a tarde desta sexta-feira, na qual serão discutidas possíveis suspensões e outras medidas disciplinares contra os deputados que se excederam durante os episódios de obstrução. Ainda na quarta-feira (6/8), Motta já havia convocado uma sessão extraordinária que começou com quase duas horas de atraso devido à ocupação da Mesa Diretora e advertido que os parlamentares que insistissem em obstruir as atividades poderiam ter seus mandatos suspensos por até seis meses.
O movimento dos deputados bolsonaristas ocorreu em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A obstrução chegou a paralisar as atividades da Câmara por quase 40 horas, fator que motivou a oposição, formada por partidos como PT, PSB e PSOL, a apresentar pedido formal para suspensão cautelar dos mandatos de cinco deputados do PL envolvidos na ocupação da Mesa Diretora.
A decisão final sobre as punições será tomada pela Mesa Diretora da Câmara, que analisa também imagens e relatos dos incidentes. A iniciativa de Hugo Motta representa uma tentativa de restaurar a ordem no Legislativo e reafirmar o controle da presidência da Casa em meio a um contexto de forte polarização política e confrontos institucionais recentes.
