Cleber Lúcio Borges, empresário do Distrito Federal acusado de espancar a companheira dentro do elevador do condomínio onde moram, foi preso em flagrante não apenas pela agressão, mas também por posse ilegal de duas armas de fogo e mais de 500 munições, segundo informou a Polícia Civil. As armas estavam sem registro e sem porte, configurando crime grave. Apesar de ter pago fiança no valor de R$ 25.900 para responder em liberdade, Cleber segue preso preventivamente devido à gravidade dos delitos, já que não cabe fiança em processos ligados à violência doméstica.
A vítima, de 34 anos, confirmou as agressões em depoimento informal no hospital, onde esteve internada por cinco dias recuperando-se das fraturas na face e dos edemas causados pelos socos e cotoveladas. Segundo o delegado Marcos Loures, a agressão teria começado após um desentendimento trivial na saída de uma festa de casamento, que escalou para violência física. A mulher já havia sofrido agressões anteriores, porém nunca procurou as autoridades até a intervenção da mãe e dos médicos, que acreditaram ser violência doméstica após observarem as lesões.
A investigação corre sob o amparo da Lei Maria da Penha, cuja aplicação não depende da vontade da vítima, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal de 2012. O delegado responsável ressaltou que polícia, Justiça e Ministério Público atuarão independentemente da manifestação da mulher para garantir sua segurança e preservar sua vida. As apurações continuam em andamento, e o agressor poderá ser responsabilizado criminalmente tanto pela violência física quanto pela posse irregular das armas.

Em nota, o advogado de Cleber Lúcio Borges declarou que a defesa técnica acompanhará o processo para apresentar as manifestações necessárias e ressaltou que o caso ainda está em fase de apuração. O investigado afirma ter total interesse na elucidação dos fatos e reitera sua idoneidade. Enquanto isso, a situação reforça a urgência da atenção redobrada contra violência doméstica e a importância da atuação integrada dos órgãos responsáveis para coibir tais crimes.
