O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai colher benefícios por ter sido atacado pelo presidente americano Donald Trump, mas deve evitar transformar isso em uma briga maior. É o que afirmou a revista britânica The Economist, em publicação na última sexta-feira, 8.
O texto fala sobre a reação de Lula ao tarifaço de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor nesta semana.
Um dos motivos citados por Trump para a taxação foi o tratamento dado a Bolsonaro pela Justiça brasileira no processo em que ele é acusado de tramar um golpe de Estado.
“Trump está indignado com o fato de seu aliado, Jair Bolsonaro, ex-presidente da direita radical do Brasil, estar sendo julgado, acusado de planejar um golpe”, diz a publicação. No último sábado (9/8), mensagem postada na rede social X pelo vice-secretário do Departamento de Estado dos EUA Christopher Landau, e recompartilhada pela embaixada americana na mesma rede, fez duras críticas a Moraes. A mensagem ataca o que chama de “poder ditatorial” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirma que ele “destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos” e que o país quer “restaurar a amizade histórica com a grande nação do Brasil.”
A The Economist lembra que o Brasil não foi o único visado por razões políticas, citando o exemplo do Canadá. “Trump alertou Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, que reconhecer um Estado palestino tornaria as negociações comerciais muito difíceis”.
