Megaoperações bilionárias em dólar antes do adiamento do tarifaço dos EUA contra o Brasil

Uma investigação exclusiva do site ICL Notícias trouxe à tona movimentações extraordinárias no mercado financeiro brasileiro nas horas que antecederam o anúncio da Casa Branca sobre o adiamento das tarifas previstas contra o Brasil. Na tarde de 30 de julho, poucas horas antes do comunicado oficial do governo norte-americano, contratos futuros de dólar foram negociados em volumes centenas de vezes acima da média habitual, totalizando R$ 1,221 bilhão em contratos do tipo DOLQ25. Essa movimentação bilionária, concentrada em operações de alta frequência e aceleradas em milissegundos, chamou atenção por coincidir com um evento de grande impacto econômico e político, o que acende sinal amarelo para suspeitas de uso de informação privilegiada.

Segundo o levantamento detalhado pelo ICL Notícias, a mesa do BTG Pactual, por exemplo, realizou ordens sequenciais extremamente volumosas, como quatro ordens feitas em menos de um décimo de segundo, que somaram quase 20 mil contratos, valor equivalente a quase R$ 1 bilhão. Já a Tullett Prebon registrou uma operação isolada de 4,5 mil contratos, volume 497 vezes maior que a média diária. Essas cifras destoaram radicalmente da rotineira média de nove contratos por transação e muito mais dos padrões observados em pregões anteriores e posteriores no mês, inclusive com queda abrupta no volume negociado no dia seguinte ao anúncio.

Especialistas consultados destacam que tais movimentos podem ocorrer por motivos legítimos, como proteção (hedge) ou realocação de portfólio, porém, o grande volume concentrado na iminência do anúncio da prorrogação das tarifas – originalmente previstas para vigorar em 1º de agosto, mas postergadas para 6 de agosto pela administração Trump – fortalece a necessidade de investigação. No Brasil, o uso de informações não públicas para obter vantagem nos mercados configura crime (insider trading), punível com sanções severas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Ministério Público Federal.

Vale lembrar que o próprio ICL Notícias já revelou movimentações atípicas no mercado de dólar futuro minutos antes do anúncio inicial do tarifaço em 9 de julho, quando mais de R$ 6,6 bilhões foram negociados em transações concentradas em menos de uma hora. Atualmente, essas operações estão sob escrutínio do Supremo Tribunal Federal (STF). O padrão de grandes operações instantâneas realizadas por grandes players institucionais, utilizando sistemas de negociação eletrônica de alta frequência, aumenta as suspeitas de que o mercado recebeu informações privilegiadas antes da divulgação oficial das medidas tarifárias americanas.

Diante desse cenário, cresce a pressão para que as autoridades regulatórias brasileiras conduzam uma apuração detalhada e rigorosa, a fim de preservar a integridade e a transparência do mercado financeiro nacional, protegendo pequenos investidores e mantendo a confiança no sistema.

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