O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (7) que providências serão tomadas contra os parlamentares bolsonaristas que ocuparam a Mesa Diretora da Casa entre terça e quarta-feira, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, até o momento, nenhuma medida concreta ou formalizada foi divulgada oficialmente.
Motta explicou que está avaliando as imagens e relatórios sobre as ações dos deputados envolvidos, ressaltando que já recebeu pedidos de lideranças para punir aqueles que ultrapassaram limites durante a ocupação. A punição pode incluir a suspensão cautelar dos mandatos por até seis meses, conforme previsto no regimento interno da Câmara. A decisão final deverá ser conjunta da Mesa Diretora, que deve editar um ato formalizando as sanções.

Nos bastidores, a demora na ação de Motta gerou críticas, tanto de aliados quanto de adversários, que interpretaram sua postura como sinal de fragilidade na liderança da Casa. Após pressão crescente, o presidente da Câmara reconsiderou e passou a sinalizar a possibilidade de medidas punitivas, em busca de recuperar sua autoridade. Apesar das cobranças, ainda não há confirmação de qualquer sanção aplicada aos deputados responsáveis pela ocupação.
Paralelamente, Motta reforçou que não houve e não haverá acordo para pautar o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, contrariando as expectativas dos bolsonaristas que pressionam pela votação. Parlamentares aliados destacam que declarações recentes de defesa da anistia por deputados do PL foram feitas sem consentimento da presidência da Câmara. No Senado, o presidente Davi Alcolumbre também demonstra resistência em avançar com esse tema delicado.
Assim, a expectativa recai sobre quais medidas concretas Hugo Motta adotará para sinalizar força política e retomar o controle da Câmara dos Deputados, em um momento de forte tensão e desafios ao funcionamento institucional do Legislativo brasileiro. Até o fechamento desta síntese, nenhuma providência oficial havia sido publicada.
